quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Meu canal particular

Pode parecer loucura mas as vezes sinto como se minha vida fosse um seriado americano, as pequenas coisas que faço, os lugares pelos quais passo todos os dias, parecem muito com cenários, e muitas vezes caminho por eles esperando a magia acontecer, espero um susto vindo do meio das árvores ou uma surpresa surgindo das ruas escuras, causando de início medo mas depois mostrando ser algo amigável e que não vai me fazer mal, de tanto esperar casos assim, eles acontecem, essa porção de coisas que são improváveis estão ocorrendo sempre ao meu redor, o mundo pequeno do jeito que é, está sempre me surpreendendo.. E de repente me vejo parada no meio da rua- por sorte com o sinal ainda fechado- com a certeza que ouvi alguém gritar meu nome, olho por todos os arredores, mas foi só impressão, quem sabe imaginação, chego em casa e cinco chamadas perdidas me aguardam, quatro de familiares, a última desse número estranho que me liga a dias e só ouve minha voz, vem então a certeza de que eu não estava maluca quando ouvi alguém me chamar, era o dono do número, quem sabe quis se apresentar mas perdeu a coragem? Queria poder dar algum sinal, só pra ele saber que tudo bem parar com o joguinho, odeio essa curiosidade tomando conta de mim.
 Parece mesmo coisa de programa de televisão, todo dia uma novidade e agora depois desse ''quase contato'' estou caminhando todos os dias atenta, olhando para todos os lados de onde possam vir vozes, tem horas que não quero descobrir nem tão cedo, até gosto desse suspense ao redor, sem falar que seriados são esquecidos depois do ''the end'' por essas e outras, mesmo querendo morrer de tão curiosa, vou ficar por aqui vivendo meus minutinhos- internos-  de fama.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

''Assim você me perde e eu perco você.''

Tudo isso tá se tornando insuportável, tá chato essa história de você chegar eu todos os lugares do mundo que eu resolvo ir, e tirar o controle dos meus atos, o equilíbrio das minhas pernas- pois é, elas ficam bambeando de  um lado para outro- e me tirar do sério. Tudo bem se passasse longe e invisível mas não, passa ali do meu lado, me olha, se aproxima e me deixa sentir seu perfume, isso não é bom, sabe?
Queria que você soubesse que os efeitos que causa em mim não são mais os mesmos bons efeitos de quando a gente se conheceu, tudo bem que é legal sentir o coração bater forte por alguém e a barriga esfriar mas isso não é legal se o alguém for você, que saiu assim da minha vida, e mesmo que eu saiba a razão, mesmo que eu tenha dado esta razão pra que você fosse embora, isso machuca profundamente, você sabia que nunca ia dar certo, então por que chegou perto de mim e me pediu uma dança naquele dia?  Olhando pra você agora não sei mais te ver como alguém que não quer machucar, só acho que é proposital tudo isso que você faz e que não foi sem querer que você entrou e saiu da minha vida. Eu não sou um objeto que não sente e não pensa, estou desmontada ainda por sua causa, você sabia de todas as minhas mágoas e fez questão de se tornar uma delas, tem horas que não quero e não consigo acreditar mas é a realidade, está estampado na minha cara e eu tenho que aceitar e saber que é aquilo e fim, para isso eu comecei jogando fora tudo que tinha aqui que me trazia você.
Sei que um dia vai acabar, que vai se tornar banal, que essa droga de coração burro vai bater só por mim e mais ninguém, mas enquanto isso não acontece, por favor atravesse a rua, procure sempre o lado oposto ao que eu estiver e de preferência use capa de invisibilidade.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pra sempre, até amanhã quem sabe!?

Nunca haviam estado tão próximos, na verdade nunca estiveram um ao lado do outro, e agora assim de repente lá estão, na mesma cama, olhos nos olhos e sorrisos soltos, só consigo ouvir sussurros e por isso dobro minha atenção, sei o quanto é bonito escrever sobre o que dizem os apaixonados;






- Corro risco de vida por estar perto de você?
- Corre, claro que sim, corre o risco de perder o coração, posso leva-lo pra mim.
- Mas isso eu posso te entregar, você nem precisaria rouba-lo de mim.
- Pode me dar ele agora?
- Ele já é seu, minha pequena, seus olhos já me fizeram entrega-lo pra você. Agora que estou tão perto, ardendo em desejo, acho que nem eu sou meu, tudo é teu, sou teu.
- Preciso te dizer que sou tua hoje, amanhã, depois e todo o restante dos dias de minha vida?
- Seu sorriso já me diz isso, você não precisa dizer mais nada. Posso tocar você agora?
(ruborizada, diminuiu o sorriso e mordeu o lábio) - E se você for embora após? Se simplesmente partir e esquecer de mim e do que estamos sentindo agora?
(assume uma feição cuidadosa, escorrega levemente as mãos no cabelo da moça, sorri sem mostrar os dentes) - Eu jamais saberia ir embora sem levar você comigo, você tem meu coração esqueceu? Mesmo que eu resolvesse partir, voltaria depressa. Preciso do meu coração pra bombear sangue para o meu corpo, preciso de você para sentir que não estou neste mundo em vão, se me faltar algum dos dois, não existo. (...)

Depois disso, primeiro beijo, amor para sempre, puro, lindo, perfeito ..Até que provem o contrário

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

De perto

Em um banco, sozinha, cara de poucos amigos, chega alguém:
- Você está esperando uma pessoa? Posso sentar aqui?
- Já está sentando não é mesmo?
- Pensei que você seria mais simpatica, de longe não tem jeito de ser arrogante.
(Ela já com um meio sorriso) - Você não me pegou num dia bom, passei por umas poucas e boas hoje.
- Melhor então, pensei que o problema fosse eu. Sabe, estava ali de longe me perguntando e como não ia ter a resposta vinda dos céus, resolvi então perguntar à única pessoa que pode me responder. Por que você abandonou o dourado da ponta do cabelo?
(Ela já com um sorriso enorme estampado) - Ah isso, dava muito trabalho, tenho pouca paciência e com o cabelo assim, gasto menos tempo me arrumando.
- Você é linda, acho que já deve até ter ouvido muito isso.
- Não é pra tanto, se a conversa for tomar rumo para esse lado, vou ficar calada o tempo inteiro e deixará de ser um diálogo. Sou somente alguém que sempre sorri, isso de alguma forma sempre atrai pessoas pra perto, mas fora esse detalhe, me considero comum.
- Muito bonito te ouvir falar dessa forma, tanto que preciso ir embora.
- Como assim? Se gosta de me ouvir falar, não há motivos pra sair. Atrasado pra alguma coisa?
- Entenda, se eu ficar será difícil me conter, você respira de forma atraente, bagunça o cabelo enquanto fala de um jeito que fica mais arrumado, dá uma pausa que soa sincera entre as frases que diz, e continuando do seu lado não vou poder me segurar, sei que se fizer o que eu quero você vai sair daqui me odiando e se eu fizer o que quero nunca mais vou querer sair de perto de você, temos um sério problema então, e eu não posso mais ficar, se um dia achar que devo e que posso, vou te procurar onde quer que seja e fazer o que tem que ser feito. Um dia quando seu coração for de novo seu, e você puder entrega-lo novamente a alguém.
Novamente em um banco sozinha, cara de quem quer fugir dali mas não pode, espera que alguém chegue, nesse dia não chega mais ninguém.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Em primeira pessoa

Tive uma infância indescritível, cheia de fases divertidas e travessuras que nem sempre eram de uma criança normal. Eu costumava acordar cedo mas ficar deitada de olhos fechados esperando meu pai sair pra que eu pudesse levantar e ir ouvir a fita da xuxa que ele odiava, dizia que hipnotizava as crianças, eu já ouvia as músicas cantando todas decoradas e entre uma e outra gritava pra minha mãe na cozinha: ''Que horas são?'' Claro que eu me preocupava com a hora, o Bom dia e Cia com a Eliana dos dedinhos podia começar a qualquer momento da manhã e eu como fã fiel não podia perder, mas nessa fase eu era uma boa menina, não fazia tanta coisa errada, menina má eu era quando tinha menos idade. Entre os 3 e 5 anos estão as minhas melhores histórias, eu comi um gafanhoto vivo-engoli desesperada assim que minha mãe se deu conta- e inteiro, coloquei minha melhor boneca pra dormir no forno e ganhei uma bela queimadura, me pendurava em toda TV que meu pai comprasse e sempre derrubava em cima de mim, depois que tava quebrada eu morria de rir da situação, eu dormia entre meu pai e minha mãe e de quebra- no meio da noite- fazia xixi em cima do meu pai e voltava pro meu cantinho limpinho e seco depois, eu era uma criança maravilhosa e extremamente inteligente e também espevitada, sempre fui ótima leitora e me metia pra ler tudo que aparecesse, eu adorava a sakura card captors, os digimons, os bananas de pijama e os ursinhos carinhosos. Uma coisa que eu gostava e meu pai me deixava  fazer muito pouco, era brincar na rua com os amiguinhos, quando eu ia a gente sempre brincava de tudo, desde amarelinha até bolinha de gude e o melhor era que minhas preocupações eram mínimas, quase inexistentes, o maior problema que eu tinha nessa época era escolher a barbie que eu queria brincar, queria mesmo é que esse tempo voltasse, era tão mais simples, eu era com certeza mais feliz.