quinta-feira, 29 de março de 2012

Cento e cinquenta palavras ou mais

O cinismo está aí por toda parte, espalhado por onde menos esperamos e é claro que principalmente onde a gente mais espera, gosto muito de achar graça em quem comete erros absurdos enquanto está passando em sua vida e pensa que se sair dela por um certo tempo poderá voltar a ocupar o mesmo lugar de antes, aquele quentinho e aconchegante na primeira fila do seu coração, quero dizer que além de achar graça estou doando um floresta de coquinhos para essas pessoas catarem, ah me dê sossego! Não tenho minutos do meu tempo, nem ao menos segundos para perder com quem já brincou de ser sincero com as coisas que eu realmente acreditava, não tenho uma lona colorida no lugar do coração pra ninguém vir fazer circo, longe de mim achar que as pessoas não são capazes de mudar e que não podem se tornar melhores, todo mundo pode evoluir mas tem uma coisa que preciso dizer com muita honestidade: Errou? Tudo bem. Quer mudar? Longe de mim, por favor. Não sou madre Tereza de Calcutá pra passar minha vida inteira acreditando no lado bom do mundo inteiro, só consigo e só quero acreditar que se eu permitir errar uma vez, a pessoa terá asas pra errar duas, e se eu permitir errar duas ela terá asas pra errar um milhão, e eu não sou uma pessoa obrigada a perder uma vida inteira que tem tudo pra ser proveitosa, para aguardar o evolução de pessoas incapazes de sair da estaca zero ou que se saem, é somente até daqui a pouco, porque para essas pessoas evoluir nem que seja um passo curto é algo ''improvável, impossível.''

terça-feira, 27 de março de 2012

não -VÁ EMBORA!

Pronta para seguir em frente com passos largos e ao mesmo tempo com tanto medo de que quando desse o primeiro algo ainda a segurasse pela cintura, uma corrente forte que arma nenhuma jamais havia conseguido arrancar, e que se caso ainda estivesse lá, nada poderia tira-la, só conhecia algo forte o suficiente que poderia livra-la daquele tormento, era sua força de vontade que de toda forma ainda não tinha certeza se a possuía, se estava pronta pra testar, queria ser firme, talvez mentir para algumas pessoas sobre o quanto chorou na noite anterior ouvindo músicas antigas e o quão difícil foi engolir esse choro e secar as lágrimas rapidamente quando alguém abriu a porta, não entendia que não precisava mentir para ninguém, já era forte só por estar onde estava, não deveria pensar que cair é fraqueza, que estar presa por correntes é algo que pode ser mudado do dia para a noite, certas coisas necessitam de tempo, ensaios, dezenas de testes, milhões de quedas pelo caminho, e muita mas muita força para arrancar aquilo que está segurando e arrancar pela raiz. Não ache que você dormirá presa e acordará magicamente livre para o mundo, a força de vontade que cito, pode não necessariamente ter que vir de dentro para fora como uma força invisível, talvez você vá precisar da força dos seus membros, braços e pernas trabalhando, quem sabe vá acordar de vez em  quando com o coração ardendo e apertando, faz parte da libertação, de vez em quando você provavelmente vai chorar por não suportar mais aquela tortura mesmo sabendo que ainda pode suportar, e que a única coisa que te impede de fazer isso é o medo de ser tão acostumada com o que te prende que talvez não saiba mas viver sem isso, mas fique sabendo que a ferida quando arde significa que está sarando e não que está ficando pior, você sabe disso, entende isso e aos poucos vai aceitar, voltar a viver uma vida dentro da lei mas não de presidiária, voltará a ter limites próprios e seus, aos poucos experimentará fazer coisas boas e certas, as vezes coisas boas e erradas sem se preocupar com o aumento de sua pena, nem com o aperto das amarras que já não farão mais parte do seu cotidiano.

terça-feira, 20 de março de 2012

Mil vezes você

Andando um tanto distante de tudo, sem certeza de amanhã, sem saber o que seria de si sem aquela aparição, sem aquela falta de ar causada pelo sentimento. Não conseguia caminhar sem procurar em olhos alheios aquele brilho estranho e cativante, estudava todos os andares da passarela, estava à procura daquele que havia chamado sua atenção, às vezes tentava desistir dessa procura que nunca tinha sucesso e saía pela noite, exagerava em tudo que pudesse causar alucinações, e no outro dia pela manhã se dava conta que até a boca das alucinações haviam sido beijadas pois, no meio de toda aquela loucura da noite passada, e de toda embriaguez, eram os olhos da aparição que estavam lá.
 No fim das contas o número do andar cativante já estava na discagem rápida, não importava o quanto havia se divertido antes, o quanto tinha sido bom estar fora dos trilhos, no final da história era botão um, seguido de botão verde, pois não havia outra maneira, o fato de querer dizer sim ao ser difícil ficava de lado já que não fazia tanta diferença, só aquilo satisfazia.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Um tal melhor amigo

Segurei em sua mão como se o mundo fosse acabar, não olhei ao redor, muito menos me importei com o que diriam ao ver aquela cena que eu quis chamar de situação constrangedora, você por outro lado soltava minha mão constantemente e não era por me odiar, talvez fosse por me amar demais e não entender o bem que eu estava lhe fazendo, por um certo momento eu pude olhar para um lado e notar que eu e mais uma pessoa estávamos realmente dando importância àquela situação, me perguntei onde estariam aquelas outras dezenas de pessoas que ''te amam de verdade'', que te ''acolhem como irmão'' pude ver que só as sombras delas existem, e é claro, a vontade de te ver como um motivo de boas gargalhadas, te achar um certo tipo de circo. Espero honestamente que seus  olhos estejam abertos nesse sentido, e eu não precise me tornar uma espécie serial killer para que as pessoas o tratem com respeito pois, há aqui amor em demasia, e onde isso é encontrado não se é possível ser racional, e coerente, principalmente com situações infantis.
Me deitei hoje de cabeça fria te amando mas querendo de verdade te odiar, isso já ocorreu muitas vezes e sinceramente eu não sei dizer quando ou se em algum momento da estrada eu saberei/poderei te ver como inimigo da minha nação, do meu sincero coração.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Tanta mágica

Agora a vida tinha um certo gosto de magia, não era mais tão sem graça como antigamente; -Mas minha cara, toda magia tem um preço, você tem agora o poder de transformar demônios em anjos, sapos em príncipes e em troca viverás sozinha até o fim dos teus dias, terás interesse, se sentirás apaixonada mas nunca correspondida.
Caminhava pela rua com o céu desabando em tempestade, reconheceu sem querer um sapinho com o qual se divertia em certos dias do inverno passado, mas ele não estava mais tão parecido com um sapo, tinha um certo brilho que você notou ser quente e desejou aquele calor ao seu lado, não quis aceitar o fato de ele apenas ter esperado passar pela sua vida para se tornar o que você sempre quis que ele fosse nela, ele sorriu tranquilo e despreocupado, com o braço pendurado no ombro de alguém que você preferiu não reconhecer, ele pôde dizer "olá" sem ter mágoas mas você sequer conseguiu abrir a boca, só continuou caminhando, levada pelo impulso que o frio fazia que tivesse, dava passos rápidos e toda vez que começava a pensar no que já perdeu, eles tornavam-se mais largos, até que você se perdeu do ponto, tinha passado de onde deveria entrar para estar em casa e já era tarde da noite, sentou ali e resolveu escolher outro sapo, de coração aberto e já sabendo que não o estava pegando para você eternamente, e como besteira pouca é bobagem, não havia mal em fazer os outros felizes já que essa magia maluca que havia te escolhido não te permitia ser.