terça-feira, 20 de março de 2012

Mil vezes você

Andando um tanto distante de tudo, sem certeza de amanhã, sem saber o que seria de si sem aquela aparição, sem aquela falta de ar causada pelo sentimento. Não conseguia caminhar sem procurar em olhos alheios aquele brilho estranho e cativante, estudava todos os andares da passarela, estava à procura daquele que havia chamado sua atenção, às vezes tentava desistir dessa procura que nunca tinha sucesso e saía pela noite, exagerava em tudo que pudesse causar alucinações, e no outro dia pela manhã se dava conta que até a boca das alucinações haviam sido beijadas pois, no meio de toda aquela loucura da noite passada, e de toda embriaguez, eram os olhos da aparição que estavam lá.
 No fim das contas o número do andar cativante já estava na discagem rápida, não importava o quanto havia se divertido antes, o quanto tinha sido bom estar fora dos trilhos, no final da história era botão um, seguido de botão verde, pois não havia outra maneira, o fato de querer dizer sim ao ser difícil ficava de lado já que não fazia tanta diferença, só aquilo satisfazia.

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