sábado, 2 de julho de 2011

Esperança

A história vai mais ou menos pelo seguinte lado: Eu pulei o muro de um beco sem saída, lembro de mim correndo para sair de lá, desesperada por ter tantas vozes me declarando culpada de algo que não me lembro, estava atormentada e sempre acabava tropeçando em algo e caía me machucando muito, caí diversas vezes o que fez as feridas aumentarem cada vez mais, me lembro de muitas pessoas que amo correndo ao meu lado, lutando pela minha causa, querendo me tirar daquele pesadelo escuro e cheio de lixo e talvez elas quisessem também sair de lá mas o primordial era a minha salvação, havia muito de inocência em mim e eu não tinha culpa pelo que estava sendo julgada, mesmo sem saber ao certo o que, eu sabia que não tinha feito nada grave e então alguém disse: '' Eu sei o que você está pensando, mas as coisas são diferentes aqui, o que é certo para você está errado para eles.'' E continuei fugindo mas não tinha para onde ir, andava em círculos, queria achar uma porta aberta para ir embora e levar tudo que amava, depois tranca-la deixando aqueles opressores ali dentro mas não havia saída, foi então que vi o beco, era o lugar mais sujo dali, o mais escuro e mais aterrorizante, mesmo assim entrei e corri mais depressa esperando encontrar alguma luz, mas só havia um muro muito alto e as vozes ruins se aproximaram, eu tinha que pular, os que amo me ajudaram, me jogaram com força para o outro lado e disseram: ''Não se preocupe, algo vai lhe amortecer.'' Consegui no impulso trazer um deles segurado pela mão e caí sob plumas, UFA, estou salva! Hoje há tanta luz aqui e há felicidade mas por vezes volto à piscina de plumas para conferir se mais alguém que amo está lá, um dia sei que todos eles saírão daquele escuro em qual um dia estive.

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